Na sociedade onde vivemos e com todas as limitações que esta nos apresenta, a delinquência na população mais jovem, torna-se cada vez mais presente. Determinadas atitudes e comportamentos protagonizados por crianças e jovens, levam a comunidade a desenvolver barreiras, de forma a preservarem a sua segurança. Desta forma, estes tendem a sentir-se rejeitados, o que os pode levar a desenvolver, não só, cada vez mais atos punidos legalmente, como desenvolverem patologias, não permitindo o seu percurso de desenvolvimento normal.

Entende-se por comportamento de risco, a participação em atividades que comprometem a conduta física e mental das crianças e jovens. Estes comportamentos iniciam-se a partir do carácter exploratório do jovem, mas também pelas influências de relacionamentos, tais como, familiares, grupo de pares, escola, normalmente, estes, têm um inicio precoce. Estando todas estas atitudes firmadas, levam a consequências negativas a nível familiar e social.

Aquando do inicio do aparecimento deste tipo de comportamentos, é importante que quem acompanha o individuo tenha em conta fatores que possam levar o sujeito a realizar determinadas ações, como o contexto onde este vive, mas também o nível social e económico em que este se insere.

Quando se avalia uma criança ou jovem, relativamente ao seu comportamento, é de relevante importância a identificação de condutas de risco, da mesma forma que a sua vulnerabilidade, aplicando os conhecimentos epidemiológicos e conceptuais, que permitiram aperfeiçoar a evolução da população infantil e assim reduzir valores afetivos, físicos e económicos.

Uma das grandes formas de prevenir a delinquência juvenil, é que ambos os pais tenham a verdadeira noção de família “típica”, ou seja, ao que chamamos de família nuclear, constituída pelos cuidadores e pelos filhos, construindo a importância de criar valores familiares e regras.

A prática da delinquência pode ser encarada de duas formas distintas, sendo uma do ponto de vista legal e a outra do ponto de vista psiquiátrico. O primeiro refere-se à delinquência como todo o comportamento que é punido legalmente. Neste incluem-se os delitos considerados crime, quando cometidos por um adulto e comportamentos ilegais dependendo da idade do jovem.

O segundo encara a delinquência como patologia, associando-a à perturbação do comportamento antes dos 15 anos de idade e ao comportamento antissocial da personalidade, a partir dos 15 anos de idade.

Na próxima edição daremos continuidade ao tema da adolescência, aprofundando mais um pouco as práticas da delinquência.

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